Política
06.11.18

Partido no poder vence eleições autárquicas moçambicanas em 44 dos 53 municípios em eleições que tiveram recorde de participação

A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) venceu as eleições autárquicas de Moçambique em 44 dos 53 municípios. As eleições autárquicas de dia 10 atingiram um valor recorde de 60,3% de participação.

Com a votação que conseguiu no escrutínio do dia 10, a Frelimo perdeu cinco dos 49 municípios que controlava antes das eleições, enquanto a Renamo aumentou de um para oito o número de municípios em que vai governar.

O Centro de Integridade Pública (CIP), organização da sociedade civil moçambicana, refere, em comunicado, que o valor significa “um aumento significativo” em relação às eleições anteriores, 46% em 2013, 46% em 2008 e 28%, em 2003. “A cidade de Maputo teve uma participação de 63% e Matola, segundo maior município do país, 59%, comparado com 50% e 38%, respetivamente, nas eleições passadas”, acrescenta.

Quatro municípios tiveram uma participação acima de 70%, com Metangula, na província nortenha do Niassa, a registar a mais alta participação: 77%.

O diretor-executivo do IMD (Instituto para a Democracia Multipartidária) considerou exemplar o trabalho dos órgãos eleitorais, destacando que se registaram poucos casos de eleitores impedidos de votar devido a falhas na organização e gestão do processo

Concorreram a estas eleições um total de 21 partidos, coligações ou grupo de cidadãos constam dos boletins de voto, embora apenas os três partidos com assento parlamentar concorreram em todos os municípios: Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Moçambique segue o princípio do gradualismo na municipalização do país: o país começou com 33 municípios nas primeiras eleições, em 1998, manteve esse número nas segundas, em 2003, passou para 43 nas terceiras, em 2008, e para 53 no escrutínio de 2013, número que se mantém.